Resenha do Filme: A Rainha Margort- Por: Davi Teixeira de Andrade
FICHA TÉCNICA DO FILME
Características:
França/Alemanha/Itália, 139 minutos, produzido em 1994
Direção:
Patrice Chéreau
Gênero:
drama
Distribuição
em vídeo: Videolar Multimídia
Prêmios/indicações:
César de Melhor Atriz para Isabelle Adjani, de Melhor Figurino, Melhor Ator e
Atriz Coadjuvante, Melhor Direção e Fotografia; Cannes para Virna Lisi e prêmio
do júri
França, século XVI. O conflito entre católicos e
protestantes é a grande tônica do filme, junto com o jogo de intrigas em busca
do poder. Apoiado em fatos históricos, fornece um roteiro de prováveis intrigas
amorosas e políticas da monarquia para legitimação do poder, que culminaram no
triste episódio da Noite de São Bartolomeu – o massacre dos protestantes pelos
católicos na França. A princesa Margot, mergulhada nas disputas de seus irmãos,
vê-se obrigada pela mãe (a católica Catherine de Médicis) a casar com o
protestante espanhol Henry de Navarre, na tentativa de pôr fim ao conflito;
porém na festividade de seu casamento ocorre o massacre. Inicialmente alheia à
disputa familiar, ela vai mudando de posicionamento, motivada pelo seu
envolvimento amoroso, arriscando-se a proteger alguns dos sobreviventes do
massacre, principalmente na busca do homem que ama. O filme fornece elementos
para posterior discussão da intolerância de qualquer natureza como cruel
estratégia de sustentação de poder e dominação; da necessidade de pensarmos nas
composições e no respeito às diferenças étnicas, religiosas e culturais como
premissas para sustentação de sociedades justas e pacíficas. Transpondo o
enredo para a esfera escolar, temos elementos para pensar na vida de grupo,
pautada no respeito e convívio com as diferenças de qualquer natureza. O filme
tem um ritmo diferenciado, marcado pelo suspense, fruto das constantes traições
amorosas e políticas que mantêm o espectador motivado no desenrolar da trama,
mesmo adotando um caráter intimista característico do cinema europeu.

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