DIRETO DO SUBMUNDO DO JORNALISMO CRIMINAL - Por: Maria Eduarda Salgado

O abutre é um filme de suspense que narra a história de um ladrãozinho, que resolve fazer sua carreira como cinegrafista independente. O longa de 2014 é estrelado por Jake Gyllenhaal e aborda o abismo voltado para os programas sensacionalistas de TV, que inclusive ainda é um eixo muito presente no jornalismo atual.

Seu papel, que parecia ser de apenas um cinegrafista vai se tornando mais obscuro com o passar da narrativa, onde Lou (Jake G.) passa a correr atrás de crimes e acidentes graves, a mover os corpos das cenas para um “ângulo melhor” para que suas filmagens ficassem boas, invasões domiciliares sem autorização dos proprietários, e causando por fim, a morte de seu parceiro propositalmente, para que assim ele tivesse um bom material para vender aos veículos interessados.

O veículo midiático que promove o papel de Lou, mostra diversas falhas na comunicação interna da empresa, onde a equipe ficava dividida entre os que achavam incrível as imagens registradas pelo rapaz, e outros achavam o cúmulo um jornal respeitado começar a reproduzir imagens tão improprias. Tais problemas de comunicação não são resolvidos durante a trama, assim como os problemas de gestão também não, o que fazia com que a visita da polícia se torna-se rotineira.

Além de se um filme muito longo, com duas horas de duração, o final deixa os telespectadores desapontados, pois Lou não é preso, nem recebe nenhum tipo de punição por suas atitudes, muito pelo contrário, ele ganha seu próprio programa, uma equipe extensa, que consegue atender toda a cidade, ainda que com acidentes em localizações opostas, e se torna um poderoso cinegrafista/jornalista que veio direto do submundo do jornalismo sensacionalista para ferir os sentimentos e a honra de cada pessoa que morresse, e infelizmente cruzasse o seu caminho.


 

 

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